Mais tarde, o terrorismo islão parte de uma ideologia não genética em si, mas comportando uma moral ainda mais absoluta na sua luta contra os valores "judeus" e "cristãos" do liberalismo relativista, desta coisa desforme da tolerância e de um materialismo "nojento", cujo ponto de radicalização efectuou-se quando se concluiu que um muçulmano que aceitava esta americanização da sua cultura seria também um inimigo a abater. Esta radicalização chegou ao seu ponto lógico e absurdo de grupos terroristas abaterem-se uns aos outros e mesmo dentro dos próprios grupos. Uma implosão perfeita.
Este é o fim inevitável do terrorismo, já que ele pressupõe uma absurda categorização absoluta do bem e do mal, e na confrontação entre essa categorização e a realidade, o terrorista perde a noção de onde a "linha" se encontra, porque em boa verdade, a linha não existe senão na sua cabeça.
O resultado é que todo o tipo de ideologias terroristas acabam por se auto-denunciar inevitavelmente, quando passam a fronteira do senso e entram no território da perversão e do absurdo total, sem sequer terem qualquer noção desta realidade. Um destes fenómenos é o fenómeno do eco-terrorismo.
O eco-terrorismo nasce da ideia de que o planeta está à beira da catástrofe, por causa da acção combinada de milhares de milhões de humanos, pondo em causa a "sustentabilidade" da existência do próprio ecossistema. O próprio termo "sustentabilidade" pressupõe uma noção pagã de ciclos naturais, da primazia do natural sobre o humano, da primazia de uma harmonia eterna sobre a noção histórica humana. O terrorismo ecológico é uma consequência lógica do contraste entre a filosofia estagnante e eterna do natural (antropormorfizada no mito de Gaia) e o apocalipse revolucionário do capitalismo de uma economia sempre em crescendo. Tendo em conta a primazia da harmonia, todo o capitalista é um inimigo de Gaia. O capitalista que não se conforme com a ideia da estagnação material é um inimigo para o ecologista.
Tendo em conta que o ecologista vê tudo sobre o prisma natural, ele concebe também o capitalista como uma consequência natural dos ímpetos e desejos irracionais e primatas de macacos deixados à solta através da tecnologia moderna para destruir o mundo (o universo?). Há que corrigir o capitalista ou o consumidor. Através da propaganda ou do terror.
Este exemplo é o último. O movimento 10/10 tinha como objectivo reduzir em 10% o consumo de CO2 em dez de outubro no Reino Unido. Para este fim, produziu uma campanha publicitária singular, no qual uma série de situações onde a um grupo de crianças/empregados/jogadores/actriz é lhes perguntado se vão fazer alguma coisa nesse dia (take action). "No pressure", diz a professora/patrão/director desportivo/técnico de som. Os poucos que ousam dizer que não estão convencidos, levam com um botão vermelho que os explodem como se fossem geleia.
A reacção no youtube foi de tal maneira que eles já retiraram o vídeo passado menos de um dia, e hoje pedem desculpa pelo sucedido:
O problema não é o humor, mas o que ele expõe. A rir dizem-se as verdades, e aqui as verdades são que o id desta gentalha tem mesmo a vontade de explodir com todos os palermas que não se conformam com a ideologia ecológica, e que os atrasam constantemente seja no fiasco de Kioto ou no de Copenhaga. Esta campanha foi um flop tremendo, mas ao mesmo tempo é apenas o culminar de uma série de campanhas que se têm transcendido sucessivamente no mau gosto e no carácter fascista e totalitário destas ideologias anti-humanistas.
O vídeo original foi retirado do youtube, mas logo imensa gente inundou o site com cópias do original de modo a que esta memória infame não se perca. Aqui está uma delas: